Escola Família Agrícola de Orizona Completa 12 anos

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A Escola Família Agrícola de Orizona - EFAORI, completa neste 1º de março, doze anos dedicados à educação da juventude camponesa. O inicio foi difícil, porém a comunidade assumiu o projeto, a Comissão Pastoral da Terra contribuía nas articulações e a Entraid Fraternité, ONG Belga, ajudava financeiramente.

Com uma pedagogia diferente do que era adotada pela rede municipal e estadual, a EFAORI teve sua primeira aula em um prédio emprestado pelo município. Ali começava uma (varias) bela história. Primeiro, todo trabalho da comunidade e de entidades para fazer aquele, que era, sonho em realidade e depois várias e várias histórias de jovens que pela EFAORI passaram.

Essa casa/escola/família é muito especial. Especial por ser espaço para discutir/implementar uma educação voltada para a realidade camponesa de Orizona, hoje do Território da estrada de Ferro. A EFAORI se torna ainda mais especial na vida de cada um e cada uma que faz parte dessa família por trabalhar muito bem um dos quatro pilares da Pedagogia da Alternância, a Formação Integral.

O trabalho realizado pela EFAORI na educação rural foi reconhecido e em 2005 a Caixa Econômica Federal concedeu a EFAORI o Prêmio Melhores Praticas em Gestão Local. Porém mais importante que o prêmio é ver a vida dos jovens mudando e melhorando por fazer parte da Família EFAORI.

A jovem Graciele, egressa da turma Joãozinho Albino, expressou muito bem o que se passa na cabeça dos egressos/as quando no fim do curso:

 "Um dia a maioria de nós irá separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos; dos sonhos que tivemos dos tantos risos e momentos que compartilhamos. Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... Do companheirismo vivido. Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe nos e-mails trocados. Podemos nos telefonar conversar algumas bobagens... Aí os dias vão passar, meses, anos, até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo."

 O sentimento é de saudade e também muita felicidade. Feliz por ver se completar 12 anos de um sonho coletivo, que venha mais vários e vários anos. E saudades, muita saudades de todas as pessoas que trilharam esse caminho de 2005 a 2007. Com esperança de que se possa fazer um momento com todos/as nós egressos/as desta Escola Família.

                                                                                                         Autor: Adriano Lúcio de Almeida

terça 01 março 2011 12:00


Grupo de Extermínio em Goiás

Blog de pjrgoias :Pastoral da Juventude Rural de Goiás, Grupo de Extermínio em Goiás

 

      Na última terça feira, 15 de fevereiro, Goiânia amanheceu movimentada, a Policia Federal iniciava a Operação Sexto Mandamento, em referência ao decálogo bíblico, cujo sexto mandamento em algumas traduções é "não matarás". O objetivo era desarticular uma organização criminosa dentro da Policia Militar, com alto poder de influência e intimidação.

      Foram cumpridos 19 mandados de prisão preventiva e 08 mandados de prisão temporária, bem como mandados de busca e apreensão em Goiânia, Acreúna, Flores de Goiás e em Formosa.

      Entre os casos investigados está a execução de crianças, adolescentes e mulheres, sem qualquer envolvimento com praticas criminosas. Os homicídios foram praticados pelos policiais militares durante o horário de serviço e usando viaturas da corporação sem motivação que legitimasse a ação policial dos investigados, como se algo legitimasse tirar vida de pessoas.

      Nos últimos 07 anos aconteceram em Goiânia 224 mortes em supostos confrontos entre PM's e "bandidos", revela estatística da Policia Civil. Nas regiões periféricas da capital goiana é comum ouvir historias de famílias que perderam algum membro em confronto com a PM além da quantidade enorme de jovens que estão desaparecidos e que sumiram após abordagem policial. Entre os casos mais conhecidos estão os jovens Murilo Rodrigues, na época 12 anos, e Paulo Sergio Rodrigues, que foram abordados por policiais da Rotam, tropa de elite da PM goiana, no dia 22 de abril em 2005. Os últimos casos de desaparecimento são dos amigos Bruno Alves, 16, e Adriano Souza, 22 anos. Eles sumiram no dia 22 de novembro de 2010.

      Os pais e mães dos desaparecidos após abordagem de policiais militares ainda aguardam por resposta sobre o que teria acontecido com seus filhos. Ontem, pais e mães se sentiram aliviados com ao anúncio da prisão dos 19 militares envolvidos com grupos de extermínio.

      Existe nos arredores de Goiânia uma área que serviria como cemitério clandestino. A Polícia Civil concentra buscas neste local pelo corpo da estudante Camila Lagares Pires, desaparecida em 2009, depois que três homens foram mortos em suposta troca de tiros com policiais.

      Denuncias de violência policial na Região Metropolitana de Goiânia são comuns. Em 2010 a ONU divulgou um relatório dizendo que "a policia militar do estado de Goiás continua matando a índices alarmantes". A Pastoral Carcerária denunciou em junho de 2010 a existência de um grupo de 33 pessoas testemunhas de assassinatos cometidos por policiais, no exercício ou não da função, ameaçadas de morte pela PM goiana. Hoje apenas um está vivo, os outros 32 foram assassinados.

      Em seu trabalho no Comitê Goiano pelo Fim da Violência Policial, o padre Geraldo Labarrere acompanhou uma família que teve quatro pessoas assassinada em pouco tempo. "Uma delas era sargento da Rotam, que denunciou o assassinato brutal do sobrinho, que tinha menos de 18 anos de idade, e que teve depois o pai e um irmão morto". A série de crimes aconteceu entre o final de 2004 e julho de 2005.

      O próprio funcionamento do Comitê, que antes era aberto, está ocorrendo em regime mais fechado, evitando que as famílias vítimas de violência policial continuem recebendo ameaças. "Estamos evitando manifestações", contou.

quarta 16 fevereiro 2011 08:31


Teologia da Libertação. Um discurso que dá razão à esperança.

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"Enquanto houver pobres, uma teologia que parte da opção preferencial pelos pobres é válida e necessária em um continente como a América Latina". A análise é do teólogo sueco e luterano Olle Kristenson, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line.

Sua tese de doutorado em Teologia teve como tema a Teologia da Libertação de Gustavo Gutiérrez. Em 2012, celebrar-se-ão os 40 anos do lançamento da importante obra teológica.

Kristenson explica que o fundamento da percepção da esperança de Gutiérrez "vem de sua convicção de que a vida é sagrada".
E continua: "Baseada na fé da ressurreição, surge sua convicção de que é a vida e não a morte que tem a última palavra na história. Isto foi o que lhe motivou como ‘pastor na sombra da violência' dar razão à esperança em uma situação de violência e muita incerteza".

Olle Kristenson é doutor em Teologia pelo Departamento de Teologia da Uppsala University (Suíça). É teólogo e pastor da Igreja Luterana na Suécia. Sua tese de doutorado, intitulada Pastor in the Shadow of Violence. Gustavo Gutiérrez as a Public Pastoral in Peru in 1980 and 1990, foi publicada em 2009 pela Editora da Uppsala University.

Confira a entrevista.

IHU On-Line - Depois de 40 anos do livro de Gustavo Gutiérrez (Teologia da Libertação. Perspectivas), o que mudou na Igreja e na Teologia da Libertação? Quais foram os principais avanços e limites?

Olle Kristenson - Penso que seu principal avanço seja seu enfoque na opção preferencial pelos pobres. Com a aprovação em Puebla, em 1979, isso passou a ser parte da doutrina da Igreja universal e não somente da Igreja Católica. O limite é que a primeira geração de teólogos da libertação não é mais jovem e parece que é difícil encontrar espaço para novas gerações. Felizmente, há força em teólogos como Gutiérrez e Jon Sobrino.

IHU On-Line - Quais são as principais ideias que o senhor defende no livro Pastor in the Shadow of Violence. Gustavo Gutiérrez as a Public Pastoral in Peru in 1980 and 1990?

Olle Kristenson - Eu descrevo Gutiérrez como um pastor que se dirigiu ao público peruano através do jornal La República em momentos críticos do Peru contemporâneo e por isso o chamo "pastor da nação". O jornal se converteu em um púlpito figurativo para ele. Desde então, fez seu discurso pastoral para dar razão à esperança em uma situação muito difícil. Vejo este discurso teológico pastoral como uma síntese de três discursos que identifico em seus textos, os discursos políticos radical e liberal e o discurso teológico católico. Os dois discursos políticos lhe ajudam a desenhar o contexto onde o discurso radical analisa a situação injusta da sociedade peruana que aprofunda a pobreza. O discurso liberal fala de democracia, paz e direitos humanos, mas o discurso radical sempre condiciona o discurso liberal: sem justiça não haverá paz. O discurso teológico católico funciona como referência para a ação pastoral. Desta forma, os discursos correspondem aos diferentes níveis no modelo ver (os discursos políticos radical e liberal) - julgar (o discurso teológico católico) - agir.

IHU On-Line - Quais são as principais características da pregação de Gutiérrez?

Olle Kristenson - Seu discurso é, sobretudo, um discurso para dar razão à esperança. Este discurso se encontra tanto em seus artigos e ensaios teológicos em relação à conjuntura, como em suas reflexões teológicas e homilias em relação ao ano litúrgico. Utilizo quatro níveis em minha análise para mostrar que Gutiérrez guia, conforta, exorta e anima seus leitores e seus ouvintes.

IHU On-Line - Que relação pode ser estabelecida entre a teologia da libertação e os direitos humanos?

Olle Kristenson - Esta é uma pergunta interessante e importante. Respondo-a partindo de minha leitura de Gutiérrez. Esta foi a entrada para minha pesquisa sobre sua teologia. Ia entrar em sua teologia justamente através deste tema e a partir de sua leitura de Bartolomeu de Las Casas. Em minha interpretação, a grande obra de Gutiérrez sobre Las Casas, En Busca de los Pobres de Jesucristo (1992), é uma análise que tem um enfoque na teologia de Las Casas como uma teologia que parte do direito à vida e do direito à liberdade dos índios. O direito à vida dos índios é visto desde sua morte precoce e injusta; "os índios morrem antes do tempo", para parafrasear Las Casas. E o direito à liberdade é visto em relação a se converter livremente à fé cristã ou negá-la. "Se produz, então, em Las Casas, uma aproximação que dará lugar a um enfoque que poderíamos denominar metodológico." (GUTIÉRREZ, G. em En Busca de los Pobres de Jesucristo, p. 101-102). Para Gutiérrez, a perspectiva de Las Casas é válida em nossos tempos. Por isso, os direitos humanos podem ser somados justamente nestes dois direitos, o direito à vida e o direito à liberdade, com um enfoque na situação dos pobres. Lendo os textos de Gutiérrez, é evidente que não se podem negar estes dois direitos.

IHU On-Line - Qual é a atualidade da teologia da libertação na realidade latino-americana hoje?

Olle Kristenson - Eu diria, como Gutiérrez, que, enquanto houver pobres, uma teologia que parte da opção preferencial pelos pobres é válida e necessária em um continente como a América Latina.

IHU On-Line - Como entender a hermenêutica da esperança em Gutiérrez?

Olle Kristenson - Sem dúvida o tema da esperança é central nos textos que analiso e em toda sua reflexão teológica: "Dar razão da sua esperança é parte essencial do testemunho cristão. Nesse âmbito se situa a teologia; ela é sempre uma interpretação dos motivos que temos para esperar." (GUTIÉRREZ, G., em um texto de 2003). A um texto de 2001 ele dá o título Esperança e Vigilância que sublinha que a esperança não é somente algo que nos vem; é preciso também vigiar para que ela se concretize. Em última instância, o fundamento de sua percepção da esperança vem de sua convicção de que a vida é sagrada. Baseada na fé da ressurreição, surge sua convicção de que é a vida e não a morte que tem a última palavra na história. Isto foi o que lhe motivou como "pastor na sombra da violência" dar razão à esperança em uma situação de violência e muita incerteza.

IHU On-Line - Em 2012 acontece no Brasil o Congresso Continental de Teologia. O que seria importante discutir neste encontro?

Olle Kristenson - Quando eu soube deste congresso fiquei bastante feliz. Penso que é preciso retomar muitas ideias da Teologia da Libertação desde seu início, mas também se abrir aos novos desafios e aos novos temas. Parece-me necessário abrir um espaço onde as diferentes gerações de teólogos da libertação se encontrem e discutam. É preciso enfocar o tema dos pobres e analisar quais são "os rostos dos pobres" para retomar o que se disse em Puebla e Santo Domingo a respeito disso.

IHU On-Line - Em que direção o senhor vê que caminha a Igreja do século XXI, 50 anos depois do Concílio Vaticano II?

Olle Kristenson - Com preocupação, vejo que há grupos de tendências pré-conciliares que, todavia, têm influência. Mas também há grupos que continuam avançando em sua reflexão depois do Concílio. Por isso, me parece importante comemorar esses 50 anos com uma reflexão crítica. A forma como o episcopado latino-americano tem trabalhado o Concílio em suas conferências gerais em Medellín, Puebla, Santo Domingo e recentemente em Aparecida, com seus avanços e retrocessos, de todas as maneiras, é um sinal de que a Igreja latino-americana continua sendo relevante em seu contexto. Eu gostaria que se abrisse um pouco mais para as igrejas não católicas. Temos muitos desafios que podemos enfrentar melhor se caminharmos juntos como crentes.

Fonte: Entrevista especial com Olle Kristenson

quarta 20 outubro 2010 14:30


Campanha contra Extermínio na novela Passione da Rede Globo

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No capítulo de sábado (02/10/2010) da novela Passione da Rede Globo uma cena chamou a atenção de Pjoteiros(as) de todo o país. Numa cena em que a Mãe (Stela - Mate Proença) ia ao Instituto Medico Legal (IML) em busca do corpo do seu filho morto vítima do crack aparece ao fundo o cartaz da Campanha Nacional contra a Violência e o Extermínio de Jovens, promovida pelas Pastorais da Juventude do Brasil.
Sem dúvida, é motivo de alegria e comemoração que, num contexto de tanta invisibilidade das iniciativas da sociedade civil que defendem a vida, uma campanha que tem como objetivo construir uma cultura de paz, denunciando o machismo, o racismo, a homofobia e toda forma de injustiça e opressão seja referida de alguma forma num espaço tão marcadamente impermeável às manifestações populares.
Verdadeiramente não sabemos por quais caminhos este cartaz chegou à dramaturgia da Globo tão pouco consigo medir com quais intenções a emissora veiculou aquela imagem, contudo, a coordenação da campanha discutirá em sua reunião e acreditamos importante entrarmos em contato com a direção da novela e entendermos quais foram os bastidores deste movimento para, a partir daí, podermos entender melhor a extensão desta veiculação e avaliar de que forma ela poderá nos ser mais favorável.
Por ora, apenas comemoramos que tenhamos, por algum caminho, conseguido ocupar um espaço tão destacado na formação da opinião pública nacional. Nunca imaginamos que chegaríamos tão longe. Fico com as palavras do Pe. Gisley: ".... vamos girar o mundo!"

p.s.: segue o link http://passione.globo.com/capitulo/bete-e-gerson-descobrem-que-eugenio-foi-envenenado.html  é a cena em que "Stela e Sinval vão ao IML

Autores: Adriano Lúcio - Felipe Freitas

sábado 09 outubro 2010 09:38


Plenária Nacional das Pastorais da Juventude do Brasil

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Tema: “Pastorais da Juventude do Brasil e a defesa da vida da juventude”.

Lema: “PJB, se encontrando e reencantando para a luta”.

 

 

“Essa ciranda não é minha só

É de todos nós

A melodia principal quem tira

É a primeira voz”

Lui Coimbra

 

 

Eis que no coração do Brasil, num inverno aconchegante, as quatro Pastorais da Juventude contemplam as estrelas de um lugar privilegiado: Brazabrantes, na sua Plenária Nacional. Trouxemos nas mãos sonhos, angústias, esperanças, sorrisos, abraços dos diversos cantos do País. Várias realidades e um mesmo sonho: preservar e defender a Vida da Juventude.

Celebramos o prazer de estarmos em comunidade a fim de refletir nossa caminhada conjunta a partir dos clamores da 15ª Assembleia Nacional da PJB, suscitando um reencantamento pela proposta que brilha intensa e carinhosamente nos olhos de cada um/a. Em comunidade, contamos com a presença de Pe. Carlos Sávio - assessor do Setor Juventude/CNBB, a jovem Janaína Cesar - Ministério Jovem da Renovação Carismática Católica e do assessor da Plenária, Pe. Wander Torres Costa.

Provocados pela teatralidade acolhedora dos/das jovens da CAJU - Casa da Juventude Pe. Burnier, sentimos a irreverência e a beleza da coragem evangélica que iluminou nossas discussões.

O estudo da Reforma Agrária, Segurança Pública, Trabalho e Educação Popular trazidos por companheiros envolvidos na causa – Pe. Dirceu - da CPT, Pe. Geraldo Marcos Labarrère Nascimento - da CAJU, Carlos Marcelo - da PJMP e Hugo Leonnardo Cassimiro - Ação Gestionária -  nos fizeram olhar a realidade de forma crítica e cuidadosa.

Partilhamos os nossos sonhos que perpassaram pelos mais variados contextos espalhados pelo nosso chão. Fortalecimento do conjunto das PJ’s, anúncio de um Cristo que ama e liberta aos povos empobrecidos, memória da nossa história, respeito às especificidades, escuta da realidade, amor incondicional pelos/as jovens, espaços comuns nos Regionais dentre tantos outros desejos que se fazem clamores.

Os passos percorridos na Escola, Igreja, Campo e na Rua recordaram a Boa Nova de Emaús, nos convidando a sermos caminheiros em mutirão, estarmos inseridos nas diferentes realidades e reafirmamos nossa opção pelos pobres.

As bandeiras de luta que tremulavam nos nossos corações foram reorientadas:  por uma Igreja de comunhão e participação, pelo fortalecimento das PJ’s,  por um projeto popular para o Brasil e contra a violência o extermínio de jovens, tendo em vista a nossa Campanha Nacional. Fazendo com que elas dêem prioridade ao direito de ser jovem e a construção do projeto de vida, elementos que aparecem de forma simultânea permeando o chão de nossas ações.

No desejo das Pastorais da Juventude continuarem sua caminhada em comunidade, de animar a vida e a luta, as Cirandas de Comunhão e Participação surgem como um novo jeito de nos organizarmos.
E devagarzinho, como quem chega ao entardecer tendo a certeza de que o povo vai chegando em suas jangadas e se juntando à beira-mar. Dando as mãos, sentindo o calor do outro, sentindo a comunhão e a participação de cada jangadeiro/a. Partilhando os frutos do seu trabalho colocando-os em comum cantando,   cirandando, encantando e sendo encantados, pela força das batidas das palmas e dos pés que marcam o passo e fazem o mundo girar.

 

Brazabrantes, GO, 01 de agosto de 2010.

 

Pastorais da Juventude do Brasil

PJ – PJE – PJMP – PJR

quinta 05 agosto 2010 05:41


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